Artistas

Artistas A-Z

AILTON KRENAK
AILTON KRENAK: O sonho do peixe, 1998

O sonho do peixe, 1998

Ailton Alves Lacerda Krenak (1953) é liderança indígena do povo Krenak. Tornou-se conhecido nacionalmente na Assembleia Constituinte de 1987, na defesa dos direitos indígenas.

Autor de obras como Ideias para Adiar o Fim do Mundo, integra a Academia Brasileira de Letras e mantém atuação contemporânea em iniciativas culturais e ambientais.

COLETIVO MAHKU
COLETIVO MAHKU

Coletivo de arte do povo indígena Huni Kuin, fundado no ano 2010, o Mahku preserva e difunde saberes ancestrais por meio da pintura. A sua produção dialoga com cantos sagrados e vivências do Nixi pae, traduzidos em grafismos que articulam cosmologia e território. Participou da 35° Bienal de Sao Paulo 2023 e da 59° Bienal de Veneza 2022, ampliando a presença indígena na arte contemporânea internacional.

ELZA LIMA
ELZA LIMA: Rio Cumina, 2001

Rio Cumina, 2001

Elza Lima investiga a cultura visual da Amazónia desde a década de 1980. O seu trabalho articula memória, território e questões socioambientais.

Desenvolveu projetos como Rota d'água, Viagem ao Cuminá e À Deriva, foi bolseira na Suíça e recebeu o Prémio Marc Ferrez. Em 2023, foi homenageada na Bienal das Amazónias.

GÊ VIANA
GÊ VIANA: Radiola nas promessas, 2022

Radiola nas promessas, 2022

Artista visual formada pela Universidade Federal do Maranhão, desenvolve o seu trabalho entre o espaço doméstico e o urbano, através da colagem, da pintura e do lambe-lambe. A partir de arquivos e memórias familiares, constrói narrativas afro-diaspóricas. Participou na Bienal das Amazônias (2023), na 36.ª Bienal de São Paulo (2024) e na Borås Art Biennial (2024)

HAL WILDSON
HAL WILDSON: A ilha das palavras esquecidas

A ilha das palavras esquecidas

Artista visual e poeta autodidata, investiga as tensões entre identidade, território e memória a partir da sua herança familiar mestiça. Apropria-se de arquivos e dispositivos burocráticos para tensionar narrativas oficiais.

Foi galardoado no Salão Arte Pará (2022) e vencedor do Prémio Breeze, com exposição em Londres (2024).

JAIDER ESBELL
JAIDER ESBELL: Sem título, da Série Guerra Kanaimes, 2020

Sem título, da Série Guerra Kanaimes, 2020

Artista, curador e escritor do povo Macuxi (1979–2021), desenvolveu práticas de arte-educação e de articulação indígena. Participou na 34.ª Bienal de São Paulo e na 59.ª Bienal de Veneza. A sua obra, definida como activismo, articula ancestralidade, política e espiritualidade.

KEILA SANKOFA
KEILA SANKOFA: Cabeça de cabaças, 2023

Cabeça de cabaças, 2023

Keila Sankofa é artista visual e realizadora audiovisual. Desenvolve instalações que articulam videoperformance, fotografia e cinema, investigando a memória e a ficcionalização como dispositivos de recriação histórica.

Nomeada para o Prémio PIPA (2021-2024), participou no International Film Festival Rotterdam, no Festival MUTEK (Argentina e Montreal) e no Arte Pará.

OLINDA SILVANO INUMA
OLINDA SILVANO INUMA

Olinda Silvano Inuma (1969) é uma artista indígena do povo shipibo-konibo e mestre de kené.

Aprendeu os grafismos tradicionais com a avó e levou-os para murais, peças têxteis e exposições, tanto no Peru como no estrangeiro, incluindo a ARCO Madrid e o Museu de Antropologia de Vancouver. Foi reconhecida como Personalidade Meritória da Cultura pelo Ministério da Cultura do Peru.

PAULO DESANA
PAULO DESANA: Os espíritos da transformação, 2021

Os espíritos da transformação, 2021

Artista visual, operador de câmara e fotógrafo indígena, fundador da Debukuri Entretenimento. Desenvolve projectos centrados na cultura indígena. Criou as séries «Pamürimasa» (2021), «Banhos de Rio» (2024) e «Os Espíritos da Floresta» (2025), comissionadas pelo Instituto Inhotim.

PV DIAS
PV DIAS: Série Rasurando Fidanza imagens, 2023 (imagem 1/2)PV DIAS: Série Rasurando Fidanza imagens, 2023 (imagem 2/2)

Série Rasurando Fidanza imagens, 2023

Artista amazónico, nascido no Pará e radicado no Rio de Janeiro, investiga arquivos históricos para construir novas narrativas e fabulações críticas sobre territórios colonizados. Trabalha com pintura, fotografia, vídeo e arte digital. Participou na Bienal das Amazónias (2023) e no 33.º Programa de Exposições do CCSP (2024).

ROBERTA CARVALHO
ROBERTA CARVALHO: Submersa, da série symbiosis, 2019

Submersa, da série symbiosis, 2019

Artista visual amazónida, articula tecnologia, questões socioambientais e envolvimento político-cultural em prol da Amazónia. Participou em produções nacionais e internacionais, como Pororoca, em Nova Iorque (2023), e assumiu a direção visual na COP28.

Foi diretora artística da Nave no Rock in Rio 2022. Nomeada para o Prémio PIPA e vencedora do Prémio Funarte Mulheres nas Artes Visuais, Roberta assina a direção artística, a direção de vídeo imersivo e a curadoria do Amazônia Imersiva.

RONALDO GUEDES
RONALDO GUEDES: Xerimbabo, 2025 (Designação Indígena Tupi para "meu animal de estimação")

Xerimbabo, 2025 (Designação Indígena Tupi para "meu animal de estimação")

Ceramista e escultor marajoara. Iniciou o seu percurso artístico com resíduos naturais do mangal e dedica-se à escultura em madeira e barro, explorando a cerâmica marajoara. Desde 2023, coordena o atelier Arte Mangue Marajó. Foi distinguido pelo Ministério da Cultura do Brasil em 2012 e reconhecido como mestre da cultura popular.